A doença venosa crónica não se resolve com a alimentação, mas aquilo que comemos pode ter um papel relevante no controlo dos sintomas, sobretudo a nível do inchaço, da retenção de líquidos e do peso.

Fibras: aliadas do trânsito intestinal, e das veias

A obstipação aumenta a pressão intra-abdominal, o que dificulta o retorno do sangue das pernas até ao coração. Uma alimentação rica em fibras (vegetais, fruta, cereais integrais) ajuda a regular o trânsito intestinal, reduzindo essa pressão extra sobre o sistema venoso.

Hidratação: mais água, menos inchaço

Pode parecer contraintuitivo, mas beber pouca água tende a agravar a retenção de líquidos, já que o organismo compensa a desidratação retendo o pouco líquido disponível. Manter uma boa hidratação ao longo do dia ajuda o sangue a circular com mais fluidez.

Sal: com moderação

O excesso de sal está associado a maior retenção de líquidos, o que pode agravar o inchaço nas pernas. Reduzir o consumo de sal e de alimentos processados (frequentemente ricos em sódio) é uma medida simples com impacto real no bem-estar.

Gorduras saturadas e álcool: atenção redobrada

Reduzir a ingestão de gorduras saturadas é outra recomendação frequente. O álcool, por sua vez, deve ser consumido com moderação: além de desidratar, tem um efeito vasodilatador, o que pode intensificar a sensação de peso e desconforto nas pernas.

O peso importa

O excesso de peso aumenta a pressão sobre o sistema venoso dos membros inferiores. Uma alimentação equilibrada, que ajude a manter um peso saudável, é por isso uma medida complementar importante no controlo da doença venosa crónica.

Uma peça do puzzle, não a solução

É importante ter expectativas realistas: nenhum alimento substitui o tratamento médico, nem “cura” a doença venosa. A alimentação funciona como um complemento, a par de outros hábitos saudáveis, ao acompanhamento clínico e, quando indicado, ao tratamento farmacológico.

Se tem sintomas persistentes, fale com o seu médico ou farmacêutico para uma avaliação adequada.

Fontes: Doença venosa crónica: o que é, sintomas e tratamento | CUF

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